quarta-feira, 18 de maio de 2011

Relato do meu parto

 A Agonia do Parto e um Final Feliz

Dia 12.01.2011 às 1:00 da madrugada, acordei com a cama ensopada... Com 36 semanas a bolsa estourou.
 Acordei  meu marido para irmos para a maternidade.

Fiz meu plano de saúde assim que descobri a gravidez e a carência é de 10 meses para Parto à termo (acima de 38 semanas quando não há risco para o bebê nem a mãe).
Só que o meu caso era diferente pois eu estava com 36 semanas o que se caracteriza um parto de uma criança prematura e segundo prevê o artigo 35-C da Lei 9.656/98”,  O artigo trata da obrigatoriedade de cobertura em casos de emergência e de urgência, considerando o risco imediato de vida ou de lesões irreparáveis, acidentes pessoais ou complicações na gravidez.

Com esta lei nas mãos, dirigi-me já com contrações a Maternidade Casa de Saúde de Santos, onde fui prontamente atendida pelo médico de plantão, o qual preencheu minha ficha após o exame e colocou na mesma que meu parto era de emergência pois era de 36 semanas e que eu já estava com 4 cm de dilatação. 

O médico encaminhou o pedido de internação à recepção e adivinhem? Ao ligarem para o plano de saúde, o mesmo negou-se a  me atender, meu marido nervoso com toda aquela situação de humilhação pegou o telefone e mencionou a lei para o atendente do plano, o atendente disse que falaria com um superior e após 15 minutos agoniantes de espera fomos informados da recusa do plano com a simples frase :" Senhor, a comissão informou desconhecer tal lei e disse que o máximo que podem fornecer é uma ambulância para o hospital público mais próximo se o senhor estiver disposto a esperar".

Com minhas contrações já insuportáveis meu marido me pegou nos braços e me levou para o Hospital público Guilherme Álvaro, onde em estado avançado de trabalho de parto fui imediatamente internada.

Lá o preparto estava cheio e tive que ficar num quarto onde haviam mães  com bebês e acompanhantes, todos me vendo lá com as pernas abertas e morrendo de dor.

A todo momento vinham medicos medir o intervalo das minhas contrações ate que colocaram um soro com Ocitocina para acelerar  as contrações mas após 10 gotinhas a Ísis começou a nascer lá no quarto mesmo. A Enfermeira vendo o meu estado, rapidamente pediu para que eu parasse de fazer força (como se eu pudesse), me jogou numa maca e me arrastou pelos corredores até a sala de parto. Fiz 1 força somente e a Ísis nasceu.


Graças a Deus correu tudo bem e hoje minha filha está comigo. O plano que me negou atendimento é o plano TRASMONTANO e estou processando-os.




 

Um comentário: